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Odontologia

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Médicos, Odontólogos e a população da região Centro-Oeste

Como acontece em todo o território brasileiro, a população do centro-oeste não tem uma distribuição homogênea: a região, dividida em quatro unidades federativas ( Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal), detém uma área de 1.606.445,5 km², sendo segunda maior região do Brasil em superfície territorial. É a segunda região menos populosa do país, possuindo a segunda a menor densidade populacional, perdendo apenas para a Região Norte. Por abrigar uma quantidade menor de habitantes/km2, apresenta algumas concentrações urbanas e grandes vazios populacionais, extensíveis ao estado de Tocantins, mesmo pertencendo à região norte.

Dados Populacionais da Região Centro-Oeste

Características geográficas
Área 1.606.371,505 km²
População 13.020.760 hab. IBGE/2005
Densidade 8,10 hab./km²
Indicadores
IDH médio 0,792 PNUD/2000
PIB R$ 116.172.406 mil IBGE/2003
PIB per capita R$ 9278,4 IBGE/2003

Entretanto, essas informações por sí só não são suficientes para caracterizar a região: quando se analisa a relação médico e odontológos & população (figura 1; 2 ) é possível observar que, sem exceção, todos os estados da região centro-oeste mais o de Tocantins, apresentam índices de atenção à saúde compatível com níveis de países desenvolvidos, com valores maiores que 1 profissional / 1.000 hab, tanto para médicos quanto em relação a odontológos. Em ambos os casos, mesmo os menores índices, relacionados ao Estado de Tocantins (1,5 médico/1000 hab) apresentam valores comparáveis a países com bom nível de atendimento à saúde.

Figura.1: A relação médico & população da região centro-oeste e Tocantins e sua comparação a países de nível I de atendimento segundo o protocolo UNSCEAR

Figura.1: A relação médico & população da região centro-oeste e Tocantins e sua comparação a países de nível I de atendimento segundo o protocolo UNSCEAR

Chama a atenção a alta relação apresentada para o Distrito Federal (cerca de 5 médicos / 1000 hab. e 3,4 odontólogos/1000 hab.), possivelmente pela sua alta concentração em relação à população na capital Federal. É possível que se no levantamento fosse considerada a população das cidades satélite de Brasília, que têm forte presença na demanda de atenção médica da capital Federal esses índice declinassem até valores menos expressivos.

Cabe destacar que, talvez a baixa densidade populacional da região centro-oeste seja o fator que mais influencie a categorização I em nível de atendimento haja vista que além de baixa, a tendência de ocupação urbana também se verifica nas capitais da região. Esse fenômeno, associado aos bons índices de qualidade de vida nos últimos anos promovidos pelas capitais refletem bons índices de atenção à saúde de uma forma geral mesmo às populações interioranas.


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